sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

(fucking brazilians…)

G’day mates! Brazilian Way of Life transmitindo diretamente da terra dos cangurus.[ok, deu de entradinha clichê da Globo por hoje]

Eu admito que não é nada fácil continuar o blog daqui. Não por motivo de falta de tempo ou similares, e sim porque eu não tenho a mínima idéia do que escrever. Esse blog foi sempre sobre assuntos idiotas, e os 2 gatos pingados que aparecem por aqui de vez em quando querem ler sobre isso[creio eu, não sei], e não um diário de viagens australiano, ou um manual de como não fazer as cagadas que eu fiz nessa viagem… e com certeza sobre as que farei.

Por enquanto ainda estou inebriado pelo fato de poder andar as 4 da manhã no centro de Sydney sem medo de ser assaltado, o que NÃO TEM PREÇO [na verdade tem e o pessoal da VISA sabe muito bem quanto e adora me lembrar disso].

australia_kangaroo

Só que tem muito brasileiro aonde estou, muito mesmo. O Brasil me persegue e nem indo ao lado oposto do mundo eu conseguir fugir disso. Os brasileiros aqui não são tão ruins, ou eu achava até então. Mas como Deus é um garoto perverso com uma lupa e nós somos as formigas, ele resolveu mandar exatamente na minha sala uma amostra da espécime Brasileirus Pénossacus. Uma mulher que se no Brasil é extremamente incoveniente, aqui onde as pessoas tendem a ser bem menos piores ela vira insuportável. No mais recente episódio me perguntou o valor total dos produtos que se pode levar pro Brasil(vulgo cota), eu falei que eram 500 dólares, e então ela retrucou querendo saber como a alfândega saberia que ela comprou no exterior o produto já que ela podia falar que trouxe do Brasil [olha só, um brazuca querendo se fazer de malandro, pra variar]… uma pergunta infantil, pois existem várias coisas que se pode fazer pra verificar se isso é verdade[talvez o recibo possa ser uma, talvez não]. Apenas respondi que se você está levando algo do Brasil tem que declarar o produto, assim na volta não será cobrado. E daí vem aquele comentário tão idiota que acho ser o suficiente para justificar um homicídio para o júri num tribunal:

- Mas ninguém me disse isso no Brasil.

E daí?! O governo não precisa pegar na sua mão e explicar tintin por tintin as coisas. Saber disso é seu dever, não do governo. [como se o agente da PF deveria ter pego no braço dela no aeroporto e perguntar:

–Ei, você já declarou seus eletrônicos hoje? (POLICIA FEDERAL – ajudando idiotas pelos aeroportos do Brasil)

E finalmente, escrevendo isto eu me dei conta do motivo que demorei uns 2 meses pra escrever algo no blog. Porque meu lado reclamão entrou em coma assim que embarquei em Buenos Aires, e… por ironia do destino uma brasileira conseguiu reavivá-lo.

Mas mesmo assim, não é a mesma coisa.

Alias, escrevo de dentro de uma sala de emergência de um hospital australiano, onde um amigo meu(advinha de que país) está encenando uma ensolação. Tudo porque ele precisa de um atestado médico para abonar a falta de ontem na escola(devido a motivos etílicos) e assim conseguir seu diploma.

BRAZIL…ZIL…ZIL!

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

(Lei de Murphy é o caralho! meu nome é Acaso, porra!…)

Olá, meu nome é Lei de Murphy e venho para lhe dizer a principal coisa que você não sabe… é que eu não existo. Sou fruto da psique humana, na “fantástica fábrica de problemas” que acomete esse povo.

As pessoas me inventaram para explicar sua extrema propensão de apenas prestar atenção no que querem e, principalmente, de quando as coisas dão errado.

O clássico exemplo de mim é quando você vai sair de casa, olha para fora e pensa:
- Hoje não chove.[e acaba não levando a merda do guarda-chuva]
Se não chove, você se esquece da decisão da manhã[de não levar aquele lindo guarda-chuvinha] e segue sua vidinha miserável.
Se chove, você culpa a droga da Lei de Murphy[eu, porra?!] e lembra que poderia ter pego o guarda-chuva e optou por não fazê-lo. A sua decepção faz com que você grave o ocorrido e jure que eu existo, para sempre.

CANSEI!!! Cansei de ser chamado de uma coisa que não sou… Lei de Murphy é o caralho! Meu nome é Acaso, porra!

Choveu, é? Choveu porque tinha que chover! O quão egocêntrica deve ser uma pessoinha para achar que toda a complexa rede pluvial que a Natureza planejou desde o início dos tempos, responsável pelo abastecimento de água dos seres vivos de todo planeta, será alterada simplesmente porque o Sr. Feito de Açúcar não pegou a merda do guarda-chuva antes de sair de casa?! Ein?!

blumel by samamba

“eu sei que isso não tem nada a ver com o texto… mas e daí, vai encarar?!”

O problema está em vocês, que só prestam atenção no que dá errado. Não tem força sobrenatural que fica esperando a oportunidade de fazer você se ferrar. Seu erro é SEU erro. Se colocar a culpa de sua incompetência em uma lei idiota te faz se sentir melhor… bom, não faça.

Que tal tentarmos um exercício: Ao invés de culpar a Lei de Murphy, vamos colocar a culpa no Camelo Azul? Toda vez que tu fizer una mierda… a culpa é dele! Esqueceu o guarda-chuva e começou a chover? Foi o Camelo Azul que viu você saindo de casa despreparado e agora vai te molhar… Estudou toda a matéria menos um capítulo? Será o Camelo Azul que preparará sua prova com exatamente a questão não estudada… o Camelo Azul vê tudo e assim como Loki só quer te sacanear.

Ou um sacana camelo azul que fica te observando toda hora e tem o controle de tudo parece muito ridículo para você?

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

(divulgado novo retrato falado de suspeito de matar coordenador do AfroReggae…)

obama

Obama tá em todas, ein?

Link da notícia… aqui.

sábado, 24 de outubro de 2009

(concorda? NÃO!!!…)[2]

- Eu discordo do senhor!

- Discorda do quê? Eu não falei nada...

- Justamente, você não tem opinião, então se eu tiver uma, automaticamente estou discordando da sua falta de opinião.

- E se eu tiver?

- Aí minha discórdia será representada pela minha opinião, que será a antítese da sua, claro.

- hm... eu sou a favor da cura do câncer! Você também?

- bom, nesse caso... hm... mesmo assim, sou contra. Acho que devemos deixar a natureza seguir o seu curso natural, sem interrupções...

alguém concorda que discordar virou esporte?

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

(o mal da gravata…)

A gravata representa tudo de mal que existe no mundo. Para começar ela não serve para nada[não, esconder os botões da camisa não é útil. Se o cara usasse uma camisa de zíper, aí sim a gravata passaria ao patamar da utilidade]. Então após estabelecemos a inutilidade aparente, poderíamos atacar o lado ambiental dela: No Japão, para diminuir o consumo de ar-condicionado o governo recomendou não utilizar gravatas para trabalhar. Ou seja, além de inútil ela é ambientalmente ruim, pois dá a sensação de calor a quem usa[quem já pegou um ônibus engravatado - você estando de gravata, não o ônibus – sabe do que estou falando].

Mas ecologias e modas a parte, vamos direto ao assunto: A gravata é ruim pois pessoas a usam como um manto de invisibilidade de sua incompetência. Já notaste que os empregos onde necessita-se usar gravatas são sempre os que apenas pessoas da mais alta competência deveriam atuar?… Essa empresa nunca dará certo se o presidente não usa gravata. Essa cirurgia nunca dará certo se o cirurgião não usar gravata[na consulta]. Esse investimento nunca dará certo se o gerente não…[ok, entendemos]. O noivo nunca dará certo se…[o noivo só da certo se além de usar gravata, ela for escolhida pela noiva e sem nenhum pitaco de sua mamãezinha].

Até porque qual seria o motivo de uma pessoa usar um acessório que o deixará com calor, suando e o escambau, se não é pra disfarçar a incompetência? Já viram um senador sem gravata? Na verdade é quebra de decoro parlamentar um senador ou deputado entrar sem gravata no plenário, sendo proibido. Sim, isso mesmo, os maiores exemplos de pessoas competentes no Brasil são PROIBIDOS de trabalhar sem gravata.

MED_09.08.03-17.10.40-brito,_sarney_e_collor “2 caras idôneos e completamente desconhecidos utilizando gravatas no trabalho…”

Então sempre que vejo um cara engravatado fico com um pé atrás… você deveria ficar também. As aparências enganam, e o pior é quando essas aparências são especialmente projetadas para te enganar.

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

(conclusões idiotas…)

Nossa! Pessoal, muito tempo sem postar… até porque nada de real importância aconteceu. Talvez o Obama ter sido eleito o Nobel da Paz[mesmo com os EUA lutando em 2 guerras atualmente] poderia ter sido algo digno de um post. Ou um tal de Rio de Janeiro ganhar o direito de sediar as Olímpiadas 2016[o mais impressionante foi colocar 30 mil desempregados pessoas na praia, numa tarde de sexta, para comemorar].

Mas se tem uma coisa que me chama atenção é como as pessoas conseguem ser idiotas. O problema do mundo não são guerras, são pessoas idiotas[que levam outras pessoas a comprarem armas para matá-las e assim fazem uma guerra]. Porque imbelicidade se prolifera, e quanto mais nos distanciarmos disso melhor.

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“rio 2016, traga dinheiro”

Dito isso, gostaria de chamar atenção sobre um fenômeno partido da idiotice das pessoas: “conclusões” sobre certas histórias, para provar um ponto de vista idiota. Assim: a tartaruga vive muito porque é calma e anda devagar. Moral da história é que viver calmamente leva a uma vida longa. [No caso ninguém fala da lesma, que vive 15 meses e é nojenta]. Ou seja, é idiotice uma conclusão como a da tartaruga. A pessoa tem um ponto de vista e arranja uma situação natural pra comprovar seu ponto de vista.

Outra boa história idiota é o Vôo da Águia:

Reza a lenda que a águia ao chegar na metade da vida se esconde em um ninho, arranca o bico, as garras e as penas para poder continuar vivendo com os novos “equipamentos” que crescerão. A moral dessa história seria: “Em nossa vida, muitas vezes, temos que passar pelo processo de renovação. Para que continuemos a voar um vôo de vitória, devemos nos desprender de lembranças, costumes e outras tradições que nos causaram dor.

- Primeiro: essa história da águia é de uma idiotice sem fim. Isso não existe. A águia não é um Lego que vai de desmontando e remontando. Segundo: A lição que essa história tenta passar poderia ser: Ao chegar aos 40 anos faça todas as plásticas possíveis, pois você está em plena decadência[eu não sei como conseguiram ligar a troca de bico com desprender lembranças que causam dor]… Agora, eu poderia criar minha própria fábula[e com fatos reais]: Era uma vez o Urso Pardo. Todo outono ele come grama e terra para trancar a saída intestinal e não precisar ir ao banheiro enquanto hiberna durante o inverno castigante... Conclusão da história: “Quando você ver um período problemático chegando, coma grama, terra e durma por todo esse período ruim. Fugir dos problemas é a solução certa a fazer, SEMPRE. E constipação nunca é uma má idéia[principalmente se sua caverna não tem saneamento básico].”

São essas “conclusões” que me enchem o saco. Ficam colocando em e-mails e aporrinhando o meu dia[e talvez o de vocês], mas não com esses textos e sim com a idéia que realmente existem pessoas que acreditam nessas besteiras.

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

(as putas pregando castidade…)

Caso você goste de Fórmula 1, provavelmente tomou conhecimento  do caso em que Nelsinho Piquet admitiu ter causado conscientemente um acidente que levou seu companheiro Fernando Alonso a ser o vencedor do Grande Prêmio de Cingapura de 2008. Caso você não goste de F1, pare de ler e vá pescar… é bom, desestressa.

Voltando, isso foi um episódio ruim para a Fórmula 1, mas não acredito nem de longe ter sido o pior.

Os conhecidos do esporte acabam crucificando o novo Piquet, conhecidos esses que endeusam dois dos maiores pilotos da história, tanto em habilidade como em vigarice. Senna e Schumacher atiraram seus carros em outros pilotos para conseguir serem campeões, e continuaram senhores de muito respeito. Antigamente na F1 os acidentes eram infinitamente mais perigosos, Senna e Schumacher poderiam ter matado Prost[que poderia ter matado Senna 1 ano antes], Hill e Villeneuve.

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Nelsinho bateu no muro, sozinho. O pecado dele foi que não era para benefício próprio, era para outrem. Ou seja, não foi vigarista o suficiente. Uniu a vigarice com o espírito de equipe e lançou um medo gigante na Fórmula 1. Imaginem se ano passado Kimi Raikkonen tivesse atirado seu carro em Hamilton, isso faria com que Massa fosse o campeão. Assim como Kovalainen poderia ter atirado seu carro em Massa, etc… O medo da F1 é que equipes inteiras sejam mal intencionadas, ao invés de um piloto com os nervos à flor da pele, como antigamente.

Mesmo assim, com exemplos que tivemos, como um projeto inteiro da Ferrari roubado pela McLaren, o que me surpreendeu não foi essa sacanagem da Renault, e sim a demora para alguém ter essa idéia…