G’day mates! Brazilian Way of Life transmitindo diretamente da terra dos cangurus.[ok, deu de entradinha clichê da Globo por hoje]
Eu admito que não é nada fácil continuar o blog daqui. Não por motivo de falta de tempo ou similares, e sim porque eu não tenho a mínima idéia do que escrever. Esse blog foi sempre sobre assuntos idiotas, e os 2 gatos pingados que aparecem por aqui de vez em quando querem ler sobre isso[creio eu, não sei], e não um diário de viagens australiano, ou um manual de como não fazer as cagadas que eu fiz nessa viagem… e com certeza sobre as que farei.
Por enquanto ainda estou inebriado pelo fato de poder andar as 4 da manhã no centro de Sydney sem medo de ser assaltado, o que NÃO TEM PREÇO [na verdade tem e o pessoal da VISA sabe muito bem quanto e adora me lembrar disso].
Só que tem muito brasileiro aonde estou, muito mesmo. O Brasil me persegue e nem indo ao lado oposto do mundo eu conseguir fugir disso. Os brasileiros aqui não são tão ruins, ou eu achava até então. Mas como Deus é um garoto perverso com uma lupa e nós somos as formigas, ele resolveu mandar exatamente na minha sala uma amostra da espécime Brasileirus Pénossacus. Uma mulher que se no Brasil é extremamente incoveniente, aqui onde as pessoas tendem a ser bem menos piores ela vira insuportável. No mais recente episódio me perguntou o valor total dos produtos que se pode levar pro Brasil(vulgo cota), eu falei que eram 500 dólares, e então ela retrucou querendo saber como a alfândega saberia que ela comprou no exterior o produto já que ela podia falar que trouxe do Brasil [olha só, um brazuca querendo se fazer de malandro, pra variar]… uma pergunta infantil, pois existem várias coisas que se pode fazer pra verificar se isso é verdade[talvez o recibo possa ser uma, talvez não]. Apenas respondi que se você está levando algo do Brasil tem que declarar o produto, assim na volta não será cobrado. E daí vem aquele comentário tão idiota que acho ser o suficiente para justificar um homicídio para o júri num tribunal:
- Mas ninguém me disse isso no Brasil.
E daí?! O governo não precisa pegar na sua mão e explicar tintin por tintin as coisas. Saber disso é seu dever, não do governo. [como se o agente da PF deveria ter pego no braço dela no aeroporto e perguntar:
–Ei, você já declarou seus eletrônicos hoje? (POLICIA FEDERAL – ajudando idiotas pelos aeroportos do Brasil)
E finalmente, escrevendo isto eu me dei conta do motivo que demorei uns 2 meses pra escrever algo no blog. Porque meu lado reclamão entrou em coma assim que embarquei em Buenos Aires, e… por ironia do destino uma brasileira conseguiu reavivá-lo.
Mas mesmo assim, não é a mesma coisa.
Alias, escrevo de dentro de uma sala de emergência de um hospital australiano, onde um amigo meu(advinha de que país) está encenando uma ensolação. Tudo porque ele precisa de um atestado médico para abonar a falta de ontem na escola(devido a motivos etílicos) e assim conseguir seu diploma.
BRAZIL…ZIL…ZIL!






